Dialetologia e Diacronia

O grupo Dialetologia e Diacronia estuda a variação linguística no espaço e no tempo, sob diferentes perspetivas teóricas e abrangendo diversas áreas da gramática. Tem como objetivo geral ampliar o conhecimento sobre as propriedades das línguas naturais, com a particularidade de centrar a sua investigação em variedades linguísticas não padrão. Este traço distintivo traduz-se na produção de resultados em duas linhas complementares.

Geolinguística: design, construção e disponibilização de recursos (edições de textos, léxicos, atlas linguísticos e corpora anotados) para suportar a descrição e compreensão de variedades históricas e contemporâneas do português, e ainda de outras variedades linguísticas relacionadas (caso das variedades do caboverdiano).

Linguística teórica: análise de dados de variação linguística, em particular no âmbito da sintaxe e da semântica comparadas, à luz de propostas científicas que permitem melhor compreender a linguagem humana.

Estas duas linhas de produção funcionam aqui em articulação estreita, tanto do ponto de vista interno à criação dos diferentes recursos como quanto à base empírica que estes proporcionam a muitos dos trabalhos científicos dos seus membros e colaboradores. De facto, princípios e procedimentos da área das humanidades digitais são partilhados por diferentes corpora geridos pela equipa, estando estes igualmente codificados em XML e alojados na plataforma TEITOK: um deles suportado por uma vasta coleção de textos de escrita quotidiana da idade moderna; outros suportados por um extenso arquivo sonoro de variedades do português contemporâneo; e um outro ainda suportado por um arquivo sonoro de variedades contemporâneas do caboverdiano. Ao mesmo tempo, investigadores do grupo utilizam com frequência estes mesmos recursos para explorar uma grande diversidade de tópicos, sob diferentes ângulos e para diversos fins.

Todas as ferramentas digitais são assim concebidas com esse horizonte multidisciplinar, facultando complexas camadas de anotação linguística em paralelo com informação não linguística relevante, bem como uma vasta gama de possibilidades de busca automática acessíveis a toda a comunidade.

Artigo em Revista
Costa, T., Sousa, O., & Cardoso, A. (2015). Compreensão na leitura num manual de Estudo do Meio. Da Investigação Às Práticas, 5(I), 98-117.
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Brissos, F. (2017). Documentação linguística das zonas raianas de Portugal e Espanha: o projeto Frontespo, com análise do caso da Beira Baixa / Extremadura espanhola». Revista Da Associação Portuguesa De Linguística, 3, 21-49.
Bazenga, A. (2018). Aspetos interdisciplinares e linguísticos na construção da identidade madeirense. Pensardiverso, 6.
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Mendes, F., & Costa, A. L. (2018). Para uma bibliografia comentada de livros infantis “com matemática”. Revista Educação E Matemática, 147.
Nunes, N. (2018). A Voz de Origem: Identidade Sociocultural e Linguística nas Histórias de Vida de Migrantes Madeirenses e seus Descendentes na Venezuela. Pensardiverso, 6.
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Nunes, N., & Camacho, I. (2017). Língua Portuguesa, Literatura e Cultura Madeirenses. Testemunho da Experiência do Curso Intensivo de Verão para Lusodescendentes na Universidade da Madeira. Translocal. Culturas Contemporâneas Locais E Urbanas, nº 1. Retrieved from http://translocal.cm-funchal.pt/wp-content/uploads/2018/01/CursoLusodescendentes.pdf (Original work published 2017)
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Saramago, J., & Segura, L. (2016). “Açores e Ilha de Santa Catarina: 8000 quilômetros e 260 anos depois. Cascavel-Pr: Edunioeste; Londrina: Eduel,, Estudos geossociolinguísticos brasileiros e europeus: uma homenagem a Michel Contini, 11.
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Manuscrito
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Vaamonde, G., & Magro, C. (2016). Manual de edición y anotación en TEITOK de los materiales de PS. POST SCRIPTUM: edición modernizada; anotación morfosintáctica; anotación sintáctica. Retrieved from http://ps.clul.ul.pt/files/Manual\_Mod\_Pos\_Sin.pdf
Artigo de Jornal
Bacelar do Nascimento, M. F., Casteleiro, J. M., Marques, L. G., Segura, L., & Santos, M. (182AD). Notícia sobre os resultados do Português Fundamental. Boletim Da Sociedade De Língua Portuguesa, pp. 11-15. Lisboa.
Relatório
Martins, F., Rodrigues, C., Brissos, F., & Simões, D. (2013). Relatório do Núcleo de Investigação em Fonética Forense (NIFF) - 2013 (p. 5 p.).