Dialetologia e Diacronia

O grupo Dialetologia e Diacronia estuda a variação linguística no espaço e no tempo, sob diferentes perspetivas teóricas e abrangendo diversas áreas da gramática. Tem como objetivo geral ampliar o conhecimento sobre as propriedades das línguas naturais, com a particularidade de centrar a sua investigação em variedades linguísticas não padrão. Este traço distintivo traduz-se na produção de resultados em duas linhas complementares.

Geolinguística: design, construção e disponibilização de recursos (edições de textos, léxicos, atlas linguísticos e corpora anotados) para suportar a descrição e compreensão de variedades históricas e contemporâneas do português, e ainda de outras variedades linguísticas relacionadas (caso das variedades do caboverdiano).

Linguística teórica: análise de dados de variação linguística, em particular no âmbito da sintaxe e da semântica comparadas, à luz de propostas científicas que permitem melhor compreender a linguagem humana.

Estas duas linhas de produção funcionam aqui em articulação estreita, tanto do ponto de vista interno à criação dos diferentes recursos como quanto à base empírica que estes proporcionam a muitos dos trabalhos científicos dos seus membros e colaboradores. De facto, princípios e procedimentos da área das humanidades digitais são partilhados por diferentes corpora geridos pela equipa, estando estes igualmente codificados em XML e alojados na plataforma TEITOK: um deles suportado por uma vasta coleção de textos de escrita quotidiana da idade moderna; outros suportados por um extenso arquivo sonoro de variedades do português contemporâneo; e um outro ainda suportado por um arquivo sonoro de variedades contemporâneas do caboverdiano. Ao mesmo tempo, investigadores do grupo utilizam com frequência estes mesmos recursos para explorar uma grande diversidade de tópicos, sob diferentes ângulos e para diversos fins.

Todas as ferramentas digitais são assim concebidas com esse horizonte multidisciplinar, facultando complexas camadas de anotação linguística em paralelo com informação não linguística relevante, bem como uma vasta gama de possibilidades de busca automática acessíveis a toda a comunidade.

Capítulo de Livro
Costa, J., & Martins, A. M. (2010). Middle Scrambling with deictic locatives in European Portuguese, in Romance Languages and Linguistic Theory 2, ed. In (pp. 59-76). Bok-Bennema, B. Kampers-Manhe & B. Hollebrandse. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins.
Martins, A. M., & Nunes, J. (2009). Syntactic change as chain reaction: The emergence of hyper-raising in Brazilian Portuguese, in Historical Syntax and Linguistic Theory. In (pp. 144-157). Crisma & G. Longobardi. Oxford/New York: Oxford University Press.
Martins, A. M. (2009). Subject doubling in European Portuguese dialects: The role of impersonal se, in Romance Languages and Linguistic Theory 2007, ed. In (pp. 179-200). Aboh, E. van der Linden, J. Quer & P. Sleeman. Amsterdam & Philadelphia: John Benjamins.
Martins, A. M. (2008). Investigating language change in a comparative setting, in Questions on Language Change. In (pp. 99-116). Almeida, B. Sieberg & A. M. Bernardo. Lisboa: Colibri/Centro de Estudos Alemães e Europeus.
Martins, A. M. (2007). Double realization of verbal copies in European Portuguese emphatic affirmation, in The Copy Theory of Movement. In (pp. 77-118). Corver & J. Nunes. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins.
Martins, A. M. (2007). O primeiro século do português escrito. In Na Nosa Lyngoage Galega. A Emerxencia do Galego como Lingua Escrita na Idade Media (pp. 161-184). A. B. Agrelo. Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega & Instituto da Lingua Galega.
Martins, A. M. (2006). Aspects of infinitival constructions in the history of Portuguese, in Historical Romance Linguistics: Retrospective and Perspectives. In (pp. 327-355). Gess & D. Arteaga. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins.
Martins, A. M. (2006). Emphatic Affirmation and Polarity: Contrasting European Portuguese with Brazilian Portuguese, Spanish, Catalan and Galician, in Romance Languages and Linguistic Theory 2004, ed. In (pp. 197-223). Doetjes & P. Gonzalez. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins.
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